sexta-feira, 12 de junho de 2009

MEDO DA MORTE

"São muitas as pessoas que, por seu pavor à morte,estão deixando de realmente viver." Paul Simonton

Meus filhos têm medo da morte.

Alguns que se dizem mais sábios têm falado que a morte não existe. Mas ela existe sim.
A morte que vocês temem não é aquela que existe, pois o que se teme é a passagem para o lado de cá da vida, a forma como a morte pode acontecer, mas dessa morte não há o que ter medo, não.
Ela é só uma passagem, uma travessia, como se fosse uma ponte ligando dois lados de uma mesma vida.


Afinal de contas vocês ensaiam todos os dias para a morte. Deitam, dormem e acordam sem se darem conta de que esse é um ensaio da vida para a grande viagem da morte.
A própria natureza ensaia constantemente para mostrar ao homem a realidade da vida. O sol nasce e se põe, renasce no outro dia, mostrando a lição da morte e da vida.
Desde as plantas aos animais, morrendo cada dia, tudo demonstra que sempre há um recomeço, uma continuidade, e que o que vocês chamam de morte é apenas uma passagem para a verdadeira vida.

Morrer é para poucos. Mas a morte que vocês devem evitar é de outro tipo: a morte da consciência. Quando o homem deixa morrer a sua consciência, deixa de amar e passa para o ódio, a vingança, a paixão desenfreada, ou qualquer outra degradação da alma, aí sim, ele está morto. É um cadáver que sai pelo mundo perambulando, um “sem-vida”, que passa pelo mundo, mas não vive, porque não ama.

Dessa morte é que vocês têm de fugir, essa morte é que meus filhos têm que evitar. O contrário, a outra morte é aparente, é pura ressurreição. Morrer, todo mundo morre um dia, mas desencarnar é deixar os apegos da matéria e tudo o que isso representa.

Aí é que pai-velho diz que desencarnar é para poucos. Porque poucos são os que sabem desapegar-se e exercitar a espiritualidade dentro de si. Então, por que ter medo de morrer? Para quem tem a consciência tranqüila, morte é vida, recomeço que representa novas oportunidades de realização.

Espírito: Pai João de Aruanda
Psicografado por: Robson Pinheiro

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