sexta-feira, 5 de junho de 2009

SALVACIONISMO: CICLO PERVERSO

"Ajuda teu semelhante a levantar sua carga, porém, não a levá-la". Pitágoras


"Amas, talvez, a muitos que ainda não te entendem. Continua a serví-los, mesmo a longa distância. Não te encontras no mundo a fim de consertá-los. Nossa maior tarefa é a corrigenda em nós." Emmanuel


O espírito Hammed, na obra Um Modo de Entender - Uma Nova Forma de Viver, ditada ao médium Francisco do Espírito Santo, nos orienta sobre O Ciclo Perverso, em que pessoas vitimam e são vítimas, gerando uma cadeia de sofrimento e dor, de forma intencional ou não.

O Salvacionismo ou Ciclo Perverso é bem mais comum que supomos. É uma das muitas táticas de autocondenação que utilizamos, fazendo uso da seguinte armadilha psicológica: “ter a pretensão de mudar o que não está em nosso alcance mudar”. Ilusoriamente assumimos o papel de “salvadores de almas”, intentando sermos arrumadores da felicidade alheia, buscando, a qualquer preço, resgatar as pessoas de um conflito ou situação crítica.

Importante não confundir com atos de amor verdadeiro, abnegação e atitudes que orientam, assistem, cuidam.
Jesus nos recomendou que amássemos nosso próximo, não que o oprimíssemos com uma superproteção sufocante, que busca tolher o livre arbítrio e a vontade do outro. Essa é uma atitude destrutiva e em nada de acordo com a máxima do Mestre: 'Fazer ao outro que gostarias que te fizessem'.

O " ciclo perverso" representa um padrão psíquico, repetitivo, geralmente reproduzido com pessoas difíceis e problemáticas que são íntimas do nosso convívio (cônjuges, filhos, pais e amigos entre outros) e que tem a pretensão de mudar aquilo que não está ao nosso alcance.

O ciclo consiste em três papéis determinados, que se repetem num espaço de tempo que varia de pessoa para pessoa. São eles:

1 -SALVADOR: neste papel, o indivíduo tenta resgatar o outro de um conflito ou de uma situação crítica a qualquer custo; durante o exercício deste papel ele pode ter as seguintes sensações: pena do outro, culpa por não ter não ter competência suficiente para aquela ação, santidade (compromisso "espiritual" com o outro), ansiedade por querer recuperar todo o bem perdido pelo infeliz, raiva por achar que talvez tenha sido forçado àquela situação, medo pela responsabilidade de resgatar alguém, frustração por não ter certeza entre o limite de ajudar e invadir o outro.

2 - VÍTIMA: é o segundo papel, inicia-se quando julgamos ter reabilitado a criatura a quem ajudamos, porém constatamos que ela não se comporta como orientamos e nem demonstra gratidão pela dedicação à sua causa. Sentimos a partir daí um misto de: impotência, arrependimento, abandono, cansaço, vergonha, depressão e humilhação. De novo..

3 - ATORMENTADOR: no terceiro papel, reclamamos e exigimos o cumprimento dos nossos conselhos; perseguimos e cobramos de modo incessante, utilizando toda nossa indignação e raiva por não terem nos obedecidos. Aqui encerram-se e ao mesmo tempo iniciam-se o ciclo do "salvacionismo", o ciclo perverso.

Enquanto tentamos "ajudar ao próximo", nesse esquema mental de forçar a mudança do sentir, do pensar e do agir do outro, somos levados a descuidar da nossa própria existência, da nossa própria evolução.

Como saber se estamos ajudando ou entrando no ciclo perverso?
Simples: Você está ajudando quando não perde sua paz, compreensão e equilíbrio, por irritação, llamentos e raiva. Fazendo disso um drama pessoal, como a grande vítima incompreendida.
Faça a sua parte, mas trabalhe seu equilíbrio interior. Afinal, se é por amor que você quer ajudar, você é o primeiro que precisa estar bem.

Não mudamos os outros, porém podemos mostrar caminhos, sermos exemplos e inspirar mudanças. Orientar, apoiar e ajudar.
Não mudamos ninguém, mas podemos mudar a nós mesmos. É hora de reconhecermos que reside em nós, a fonte que determina e controla nossos atos e atitudes, ações e reações.

Ajude sempre, mas não se martirize por isso, aprenda que para amar o outro é
imprescindível em primeira instancia, se amar. Ajude-se, para poder ajudar.

A Sabedoria Perfeita não nos cobra nem nos pune; quer apenas que aprendamos a amar. Ela nos exercita, habilita e instrui para o amor. Para crescer não precisamos fazer culto ao sofrimento, mas ficar atentos às crenças, comportamentos e valores que nos trazem alegria e bem-estar, ou infelicidade e desgosto.

Somente seremos felizes quando conseguirmos entender a nossa primordial missão terrena: fomos criados para amar e ser amados. Pode ser que, em muitas ocasiões, não possamos escolher as situações e ocorrências externas de nossa vida, mas com certeza sempre poderemos optar pela única maneira sensata de enfrentá-las – com amor.

Trechos do livro UM MODO DE ENTENDER - UMA NOVA FORMA DE VIVER, pelo espírito Hammed.
Psicologia I e Blog Vida Melhor

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