sexta-feira, 10 de julho de 2009

APRENDENDO COM KARDEC

O credo, a religião do Espiritismo

Crer em um Deus Todo-Poderoso, soberanamente justo e bom;
crer na alma e em sua imortalidade;
na preexistência da alma como única justificativa do presente;
na pluralidade das existências como meio de expiação, de reparação e de adiantamento intelectual e moral;
na perfectibilidade dos seres mais imperfeitos;
na felicidade crescente na perfeição;
na eqüitativa remuneração do bem e do mal, segundo o princípio: a cada um segundo as suas obras;

na igualdade da justiça para todos, sem exceções, nem privilégios nem favores para nenhuma criatura;

na duração da expiação limitada à da imperfeição;
no livre arbítrio do homem, que lhe deixa sempre a escolha entre o bem e o mal;
crer na continuidade das relações entre o mundo visível e o mundo invisível, na solidariedade que religa todos os seres passados, presentes e futuros, encarnados e desencarnados, considerar a vida terrestre como transitória e uma das fases da Vida do Espírito, que é eterno;
aceitar corajosamente as provações, tendo em vista o futuro mais invejável do que o presente; praticar a caridade em pensamentos, em palavras e em ações na mais ampla acepção da palavra; se esforçar cada dia para ser melhor do que na véspera, extirpando alguma imperfeição de sua alma;
submeter todas as suas crenças ao controle do livre exame e da razão, e nada aceitar pela fé cega;
respeitar todas as crenças sinceras, por irracionais que nos pareçam, e não violentar a consciência de ninguém;
ver, enfim, nas diferentes descobertas da ciência a revelação das leis da Natureza, que são as leis de Deus:

Eis o Credo, a religião do Espiritismo, religião que pode se conciliar com todos os cultos, quer dizer, com todas as maneiras de adorar a Deus.
É o laço que deve unir todos os Espíritas em uma santa comunhão de pensamentos, à espera que uma todos os homens sob a bandeira da fraternidade universal.

Com a fraternidade, filha da caridade, os homens viverão em paz, se poupando os males inumeráveis que nascem da discórdia, filha, a seu turno, do orgulho, do egoísmo, da ambição, do ciúme e de todas as imperfeições da Humanidade.

O espiritismo dá aos homens tudo o que é preciso para sua felicidade neste mundo, porque lhes ensina a se contentarem com aquilo que têm; que os Espíritos sejam, pois, os primeiros a aproveitarem os benefícios que ele traz, e que inaugura entre eles o reino da harmonia, que resplandecerá nas gerações futuras.

Os Espíritos que nos cercam aqui são inumeráveis, atraídos pelo objetivo que nos propusemos em nos reunindo, a fim de darem aos nossos pensamentos a força que nasce da união.

Doemos àqueles que nos são caros uma boa lembrança e um testemunho de nossa afeição, os encorajamentos e as consolações àqueles que deles têm necessidade. Façamos de maneira que cada um receba a sua parte dos sentimentos de caridade benevolente, da qual estaremos animados, e que esta reunião traga os frutos que todos estão no direito de esperá-los.


Texto retirado do discurso de abertura proferido por Allan Kardec à Sessão Anual Comemorativa dos Mortos, na Sociedade de Paris, em 1o de novembro de 1868, sob o tema “O Espiritismo é uma Religião?”. O conteúdo pode ser lido integralmente na Revista Espírita, Jornal de Estudos Psicológicos, 11º ano, nº 12, de dezembro de 1868 – Revue Spirite Journal d’Études Psychologiques, publié sous la direction de ALLAN KARDEC.

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