segunda-feira, 3 de agosto de 2009

COMENTÁRIOS DO TESTE DE AUTO-ANÁLISE

Na matéria intitulada “Você se Conhece”, disse que o conhecimento da realidade interior de nossa alma é a chave do progresso individual, base fundamental da nossa evolução em direção a Deus. Posteriormente, apresentei um teste para facilitar esse autoconhecimento, lembrando a proposta de Sócrates: "Homem, conhece-te a ti mesmo”.

Agora, como prometi, comentarei as respostas de cada ítem, visando o nosso aperfeiçoamento espiritual, objetivo maior de nossa existência na Terra.
Para isso, destacarei entre aspas as perguntas daquele teste e, em seguida, farei breve comentário.


“Você perdoa sempre as ofensas recebidas?”
Segundo Jesus, devemos perdoar setenta vezes sete vezes cada ofensa recebida, ou seja, perdoar sem limites, da mesma forma que Deus perdoa nossas faltas, dando-nos a chance de nos corrigirmos sempre.

“Procura não falar mal dos outros?”
Confesso que tenho procurado não falar, mas de vez em quando me pego malhando o técnico do “meu” Flamengo, e os times adversários do meu clube.

“Tem paciência para ficar numa fila?”
Embora reconheça que a fila é um expediente democrático, a minha resposta no teste foi “não”, devido a um trauma de infância por ter enfrentado filas quilométricas para comprar banha de porco e pão, na época do racionamento ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial.

"Sente arrependimento quando faz algo errado?”
Respondi que sim, pois quanto mais estudo os ensinos do Cristo, mais a minha consciência desperta para o bem, permitindo enxergar meus erros a fim de corrigi-los.

Quanto à pergunta: “É incapaz de falar palavrão?”, devo dizer que “passei de letra”,
pois minha mãe, felizmente, quando eu tinha seis anos de idade, passou pimenta na minha língua quando falei as “cinco letras”. Meus pais foram um exemplo para mim, pois nunca falaram palavras de baixo calão dentro de casa.
Mais tarde, aprendi em um Centro Espírita que o palavrão, pela sua vibração grosseira, afasta os bons espíritos; logo, a pessoa que tem a boca suja atrai espíritos inferiores para perto dela.

“Consegue não guardar ressentimentos?”
Se você guarda mágoas e fica ressentido, procure fazer como o sol, que esquece a sombra da noite e brilha de novo com a luz do perdão.

Outra questão: “Evita dramatizar suas doenças?” Devemos sair sempre da posição de
vítimas para receber a piedade dos outros, e fazer de tudo para melhorar.

“Nunca usa de franqueza exagerada?”
Convenhamos: se quando alguém é grosseiro, usando de franqueza exagerada para a nossa pessoa, nós não gostamos, como fazer o mesmo com os outros?

“Procura não gastar mais do que dispõe?”
É muito difícil nos dias atuais, mas precisamos evitar o consumo de coisas supérfluas e que estejam acima do nosso padrão de vida.

Prosseguindo: “Visita seus parentes ou amigos enfermos?”
Se a gente hoje, com saúde, não os visita, como vamos reclamar quando, no leito de dor, formos esquecidos por eles também?

“Jamais fica feliz com o fracasso do inimigo?” Comemorar o fracasso do inimigo é uma demonstração mesquinha do caráter de quem assim procede, pois “amar os inimigos” é um dos sentimentos mais nobres da criatura humana, exemplificado por Jesus no alto da cruz ao dizer: “Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem”.

E ainda: “Ajuda o próximo sem esperar recompensa?”
O verdadeiro bem deve ser feito sem interesse algum para ter valor diante de Deus. “Repete com paciência o que você fala mais de cinco vezes quando a outra pessoa não entende?”

Esta, respondi que “não”, pois na segunda resposta já aconteceu de eu mudar meu tom de voz por faltar paciência.

“Trata os familiares como trata suas visitas?” Se a gente conseguir fazer isso dentro de casa, o nosso lar será um paraíso.

Gerson Simões Monteiro, presidente da Fundação Cristã Espírita Paulo de Tarso.


Se como eu, você percebeu pelo teste que está distante de possuir uma genuína fraternidade e amor ao próximo distante ou próximo mais próximo, é hora de recomeçar!
Sacudir a poeira dos equivocados hábitos, dar a volta por cima dos velhos erros e iniciar o quanto antes, a tão necessária reforma íntima.
O primeiro passo é conhecer nossas deficiências, o próximo é corrigi-las. Como? Bem...



“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar...
SANTO AGOSTINHO, em O Livro dos Espíritos
Allan Kardec

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