segunda-feira, 3 de agosto de 2009

VOCÊ SE CONHECE?

Se você deseja progredir, a primeira coisa a fazer, segundo Sócrates, o grande filósofo grego, é conhecer-se a si mesmo.
A base dessa proposição está na estrutura de sua filosofia, com base nas seguintes perguntas que só você mesmo pode responder:

1ª) Quem sou eu?
2ª) O que eu faço? E
3ª) Qual a qualidade do que produzo?

Essa auto-análise tem por objetivo sabermos exatamente como nós nos vemos; como as pessoas nos vêm; e a nossa imagem que gostaríamos de passar aos outros.

Para conhecermos melhor a nossa realidade, consideremos a nossa personalidade em quatro situações: a primeira delas é conhecida perfeitamente por nós, quando temos pleno conhecimento do que somos. São as nossas características, habilidades, maneira de falar etc.
Ela também é conhecida pelas pessoas do nosso convívio.

Já a segunda, é aquela na qual temos pleno conhecimento do que somos, mas é desconhecida dos outros, porque nós escondemos o que somos na realidade, ocultando nossos desejos e pensamentos secretos.
Costuma-se dizer quanto a isso: “lobo vestido em pele de cordeiro”.

Por outro lado, a terceira situação é muito interessante, pois nós mesmos não a enxergamos, e desconhecemos completamente o que somos. No entanto, ela pode ser percebida pelos outros, isto é, o outro vê os nossos defeitos, mas nós acreditamos que não os possuímos.

É o caso, por exemplo, da pessoa que vê o defeito no outro com facilidade, colocando-se numa posição de superioridade moral pelo seu orgulho, embora tenha a mesma imperfeição, ou outras piores. Segundo Jesus, ela enxerga o cisco no olho do próximo, enquanto ela mesma tem uma trave no seu.

E quanto a quarta e última situação, ela tanto é desconhecida por nós, como também
daquelas pessoas com quem convivemos. É a área do arquivo do inconsciente, um “eu
desconhecido”.

Apresentarei em seguida, um teste para facilitar sua autoanálise, porque, como vimos, o conhecimento de nós mesmos é a chave do progresso individual, segundo a questão 919 de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec.

Por Gerson Monteiro, presidente da Fundação Cristã Espírita Paulo de Tarso.

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