sábado, 12 de setembro de 2009

EXERCITAR O PERDÃO

O mais recente livro de Worthington, "Cinco Passos para o Perdão", foi escrito para pessoas que foram vítimas de crimes, divórcio, demissão e outros problemas que criaram ressentimento. O livro encoraja essas pessoas a romperem com o ciclo de raiva com a adoção das seguintes providências:
(1) trazer a dor à tona;
(2) criar empatia com quem as feriu;
(3) decidir altruisticamente perdoar essa pessoa;
(4) se comprometer publicamente a praticar o perdão e
(5) se apegar ao ato de perdoar.

Na opinião do espírito Joanna de Angelis, "à luz da psicologia profunda, o perdão é superação do sentimento perturbador do desforço, das figuras de vingança e de ódio, através da perfeita integração em si mesmo, sem deixar-se ferir pelas ocorrências afligentes dos relacionamentos interpessoais".

É difícil. Mas não há outro jeito. Perdoar é, por conseguinte, também uma questão de inteligência. Se não perdoamos ficamos sintonizados com aquele que nos prejudicou, enlameando-se em pensamentos destrutivos de toda sorte. Pior, acordaremos e dormiremos com o inimigo. Nestes casos, gera-se o fenômeno da obsessão entre pessoas encarnadas, vivas no corpo físico. Mesmo depois da morte, quando se continua alimentando tais sentimentos doentios, o fenômeno obsessivo se faz mais forte.

Para exercitar o perdão vai aqui uma sugestão, uma espécie de terapia de visualização do perdão.
Imagine alguém que você fez algo de ruim, que você prejudicou a vida desse alguém. Aproxime-se dele mentalmente e olhe nos olhos dele. Agora peça perdão. Peça desculpas. Diga que fez aquilo de maneira impensada, tempestuosamente. Diga que se arrepende e que não faria de novo esse ato tresloucado.

O segundo momento desta terapia é exatamente o inverso. Imagine alguém que te feriu, alguém que te traiu a confiança. Reviva na sua mente o que ocorreu e todas as conseqüências. Sem necessitar que ele te peça perdão, tome a iniciativa de perdoá-lo.

Não pode? Pode sim. Você acabou de receber o perdão de quem você atrapalhou a vida. Para receber tem que dar, pois é assim que funcionam as leis universais. Esta desculpa tem que sincera. Afinal, como você, ele também fez aquilo "porque não sabia o que fazia".
Esta terapia é apenas uma visualização criativa, mas se for feita com seriedade interior já representará um importante passo para o perdão definitivo.

Parte do texto de Carlos Pereira

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