terça-feira, 8 de setembro de 2009

MELINDRES

Coisa chata e dolorosa é a gente ficar melindrado. É ruim ter nossos sentimentos feridos, às vezes por um nada. O ressentimento nos corrói e nos tira o sossego.

De repente não foi a intenção nos magoar, mas ficamos magoados. Discordaram da nossa opinião sem a menor cerimônia e isso não admitimos. Ficamos a remoer tudo o que foi dito, o que deveríamos ter falado e calamos, como deveríamos ter agido e não o fizemos. Bate aquela sensação de que fomos injustiçados, pagos com ingratidão, aos nossos melhores esforços.

Às vezes fomos. Mas que deveria importar isso, se temos a aprovação de Deus e da própria consciência?
Às vezes não. E se numa reflexão menos apaixonada percebermos que realmente estávamos equivocados, por que não reconsiderar atitudes?

Mas aí vem em nosso socorro a palavra abençoada de André Luiz, pela psicografia do Chico, lembrando que, se todo melindre é uma manifestação do orgulho ferido, também há entre as pessoas muita falta de tato, gentiliza e delicadeza. Avalie se também não estás melindrando, enquanto se sente melindrado.

Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja.
Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.
Muitas vezes, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estudá-la.
Melindres arrasam as melhores plantações de amizade.
Quem reclama agrava as dificuldades.
Não cultive ressentimentos.
Melindrar-se é um modo de perder
as melhores situações.
Não se aborreça, coopere.
Quem vive de se ferir acaba na condição de espinheiro.

2 comentários:

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Nós sempre precisamos de amigos.
Gente que seja capaz de nos indicar direções, despertar o que temos de melhor e ajudar a retirar os excessos que nos tornam pesados.
É bom ter amigos.
Eles são pontes que nos fazem chegar aos lugares mais distantes de nós mesmos.

Seja sempre bem vindo, amigo(a).