segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A ECOLOGIA NO ESPIRITISMO

"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da Criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante."

A propósito das campanhas sobre preservação do meio ambiente, encontrei no livro Comportamento & Moral, do Luis Gonzaga de Souza, uma abordagem muito bonita.
O texto é extenso, mas vale à pena ler na íntegra. Ele faz uma apanhado conciso e inteligente do espírito e elementos da natureza, da semeadura livre e colheita obrigatória, nos convidando à responsabilidade ecológica, quanto seres humanos e racionais que somos.
O conhecimento que leva-nos a refletir sobre o tema, faz nascer uma conscientização capaz de promover uma mudança cultural nas nossas condutas com relação ao planeta que vivemos, mudanças de formidáveis consequências morais, para mim, para você e para todo o mundo.








Ecologia no Espiritismo


Normalmente, trata-se o espiritismo como os seres humanos que estão desencarnados, que vêm deixar mensagens ou estão atrapalhando a vida de alguém, que estava tão bem com a saúde e de repente se encontra com aspecto lunático, sem saber coordenar as suas ações como seres pensantes aqui no mundo.


Visto por esta forma, dissocia-o da relação com as árvores, os minerais e os animais, como coisa que os seres humanos não tivessem nada a ver com tudo que os cerca; fossem independentes do contexto energético que proporciona luz, perfume e beleza fotográfica.


Assim sendo, busca-se investigar o espiritismo frente ao sistema ecológico do mundo, cujos elementos materiais, proporcionam o equilíbrio necessário entre todos os seus participantes, quais sejam animados ou inanimados e que estão interligados por sua afinidade.





Um primeiro ponto a colocar é quanto ao reino mineral, cujos fatores que participam da formação do mundo, contribuem para assegurar um terço de matéria sobre o planeta, como a terra, o ferro, o ouro, o diamante, as pedras, e muitos outros componentes da natureza que proporcionam a sobrevivência do homem.


Esses elementos, aparentemente mortos, representam a importância maior da vida, visto que, foi deste ente que surgiram os vermes, sustentaram as árvores, alimentaram os peixes e fizeram ao longo dos tempos surgir o ser humano, mesmo no seu nascedouro espiritual. O reino mineral constitui talvez o elementos primeiro para a formação do homem, que depurou a energia que no futuro veio gerar uma força pensante, que direcionasse os destinos de um planeta que se transformasse, com as mudanças que o ser humano teria no transcorrer dos tempos.


Um segundo elemento a analisar é quanto ao reino vegetal, onde estão as plantas, nas mais diversas qualidades, geradas dos componentes químicos que compõem a terra, com sua complexidade de alimentação a todos os seres que nela habitam, nas suas mais diversas formações, difíceis de explicar.


Como se sabe, as plantas, têm as suas mais diversas utilidades, gerando energias benéficas, quando o verde de suas folhas alimenta as visões de quem necessita de uma harmonização interior, através da beleza de sua estrutura, e a fortaleza de seus galhos. As flores também executam o seu trabalho de cooperação para a sobrevivência dos seres humanos, com o perfume de suas pétalas, as matizes de seu complexo que embelezam, e fortalecem os corações deprimidos, que precisam de algum exemplo de beleza e de encanto sublime.


Neste processo, tem-se uma ligação bem direta com as inferioridades dos espíritos ainda pequenos, que precisam se transformar para poder acompanhar toda uma trajetória de crescimento, rumo à perfeição pela limpeza do que ficou de materialidade no perispírito de quem quer conseguir a perfeição. Quando se fala de inferioridade dos espíritos, coloca-se pelo aspecto do não aprendizado, que todo ser humano deve ter para conseguir o livre arbítrio e, consequentemente, o poder de individualidade consciente do bem, e da lei do amor.


Esta é mais uma importância do reino mineral e vegetal para o ser humano, que possui sua energia depurado, refinada, para usar em seguida no reino animal, para brotar a inteligência que se apresenta como uma força bruta que se chama de instinto, daí o determinismo de suas ações.


No reino animal, o ser humano inicia o uso de sua inteligência em forma de instinto, buscando a sua sobrevivência, nas árvores, nas crateras, e no uso dos próprios animais, no caso os mais fracos, pois com isto já se tem raiva, ganância, luta pelo seu habitat e muitos outros meios de utilização individual, ou de grupo.


Nesta fase da evolução da humanidade, a inteligência já aparece nos animais, mesmo que seja da forma instintiva, cujo raciocínio não aparece nos momentos de luta para se manter, sobrevivendo aos ditames de quem lidera com força e arrogância de seu poder.


Com isto se ver que os animais estão associados com os vegetais e os minerais que lhes dão apoio de manutenção, fazendo a harmonia de tudo que o Criador maior deixou para que a humanidade utilizasse para o seu progresso, e de todos ao mesmo tempo, indiscriminadamente.


Depois de todas as fases de nascer, morrer e sobreviver, chega-se à fase do reino hominal, onde predomina o ser humano, que veio surgir, justamente da energia que adveio de todos esses processos de evolução das supra inferioridades que essas energias se submeteram para aportar no homem que usa o “raciocínio”.


O que se observa na fase hominal, é que muitos seres humanos ainda não saíram dos momentos de instinto, cuja razão ainda não predomina e os impulsos de raiva, de cólera, de estupidez serem a tônica dos instantes de animalidade que ainda existem dentro dele.


Sem dúvida, o homem muitas vezes tem demonstrado com exemplo próprio a sua fase animal que ainda não se libertou, precisando de muito esforço, para deixar a poeira de sua infantilidade, pois, verifica-se que é muito difícil tal libertação, porque sua inferioridade não o deixa.


O homem, mesmo tendo o poder de raciocinar, sua inteligência já pronta para tal, na sua fase inicial era quase um animal convencional, tendo em vista que não trabalhou para poder raciocinar, ou usar a razão, tais quais alguns já podem utilizar nos dias modernos, e são poucos os que estão utilizando essa condição.


O raciocínio consciente é um aprendizado que depende de múltiplas existências, ao tentar descobrir os caminhos que se deve seguir com eficiência e isto decorre de muitos erros e acertos, cujo princípio só erros, em seguida, organiza-se o pensamento e aí aparece a verdade. O animal tradicional (irracional), não tem essa flexibilidade de errar e conseguir a condição de pensar e melhor direcionar a sua vida, é um elemento da natureza que veio cumprir determinado papel, porém termina aí a sua participação efetiva.


Hoje em dia ainda existem irmãos, homens, que se comportam como se fossem, ou estivessem em sua fase animal, dadas as condições comportamentais em que se encontram, num momento de raiva, de impulsão instintiva, de cólera, cujo instante, é a mesma coisa que está vendo um leão, um jerico, um tigre, ou outros mais. Esse comportamento está presente nos impulsos pelo roubo ou furto; pelo matar o seu irmão ou até mesmo os animais irracionais; por derrubar as matas sem necessidade, adulterando o equilíbrio da natureza, que é o habitat próprio para todos seus filhos. Tudo isto é muito comum no mundo atual, isto é século XX, quase o XXI, cujo processo de aprendizado deu condições para que o ser humano fosse melhor, usasse de maneira mais adequada o seu raciocínio, porém a sua maneira de ser não deixou que isso acontecesse.


Além desse processo evolutivo de tudo que existe no mundo, tais como a fase mineral, a vegetal, a animal e a hominal existe a relação entre todos eles, para que todos cresçam em conjunto, dentro da harmonia que o Criador Maior designou para que todos se amassem conjuntamente em busca da paz.


O que se verifica, é que cada fase teve seu instante de brutalidade maior, que foi se amaciando ao longo do processo evolutivo, com o aprendizado inconsciente para o novo instante de convivência com o atual reino que deveria surgir para participar do processo. Nisto, a energia espiritual já está participando de maneira direta, clara e objetiva na construção do mundo de hoje, já avançado, construindo um ambiente que chega, cujos inferiores continuam sendo adestrados lentamente para conseguir a sua libertação em busca da felicidade e da pureza.


Inegavelmente, a evolução de tudo, isto é, das diversas fases que existem no mundo depende do comportamento do ser humano, que é o ser que raciocina, que pensa para direcionar o progresso dos minerais, dos animais, das plantas, das flores, das águas, das árvores, enfim de tudo que está à disposição do homem. Como exemplo de tudo isto, têm-se alguns fatos que acontecem e que passam despercebidos dos seres humanos, que são os vulcões em erupção, as enchentes, as chuvas torrenciais, as catástrofes, são como se fossem revoltas contra aqueles que têm condições de ajudar e não praticam.


As condições de revolta são próprias de seres inferiores e eles podem usar, porque é a sua maneira de ser e os superiores aceitam tais como são, obviamente tentando ajudar para que eles possam sair daquela situação de negritude destrutível.


Do mesmo modo que os espíritos inferiores, os superiores influenciam na existência dos seres humanos, eles também exercem o mesmo efeito reflexivo nos minerais, nos vegetais, nos animais e no próprio ser humano tanto para o lado do bem como para o mal, pelo menos, em manutenção à condição de cada um em termos evolutivos. No “Livro dos Espíritos” do prof. RIVAIL (1857) está bem clara esta relação que existe entre todos que estão no planeta terra, que é caracterizado como planeta de provas e expiações, as condições de inferioridade que ainda existem em tudo que ele contém. Daí se tem o trabalho da espiritualidade com relação à ecologia, ao ecossistema do planeta que necessita se melhorar com a transformação da humanidade, que ainda caminha muito lentamente em busca de sua limpeza espiritual, que é a meta de todos.


A destruição do planeta com as derrubadas das matas, com a pesca predatória, com a busca de minerais valiosos aos olhos dos humanos, com a caça aos animais que hoje estão em extinção, tudo isto faz parte das inferioridades humanas, frente àqueles que precisam evoluir neste processo de limpeza compulsória para todos. Isto condiz claramente com o ditado popular que tem fundo de verdade, que é o mal por si se destrói. Não é que o Criador queira isto, porém é uma condição natural para todos aqueles que não entendem o caminho da verdade e da vida, em sua limpeza perispiritual.


Assim sendo, tudo o que existe no mundo foi e é criado pelo ser humano e pelas situação energética do planeta para que o progresso de todos se processe de comum acordo com todos que precisam, diante de suas condições, conseguir a sua verdadeira liberdade para a vida eterna.


Como se ver, não é do acaso que surgiram as seitas que louvam as florestas, ou que fazem os seus trabalhos espirituais dentro das matas, como foi e é o caso dos Druidas que tinham ou têm a sua forma na energização extraída dos fluidos naturais, ou emanada das florestas como forma de melhorar a sua idiossincrasia natural.


Como é notório, os minerais como o ouro, a prata e o bronze também são elementos de louvação a Deus, como alguns segmentos religiosos, isto significa dizer que algo espiritual cerca o ambiente mineral ou vegetal como criações divinas que precisam ser admiradas e preservadas como algo transcendental. Desta forma, a ecologia tem a sua participação na evolução de tudo que Deus criou para que todos vivessem em paz, pondo em prática o seu objetivo principal que é descobrir o verdadeiro caminho que deve seguir para conseguir se encontrar com o seu Criador um dia no futuro.


Hoje, não se pode dissociar a atuação dos espíritos da conjuntura do planeta terra, tendo em vista que todos participam de um trabalho só, que é a transformação para a pureza e tudo isto depende do homem, que é o único que raciocina, que pensa, que tem inteligência para discernir o certo do errado já aprendido. Sem a evolução do ser humano em procurar entender os meandros do planeta e a sua relação com tudo que o cerca, sem esquecer, que primeiro acontece a compreensão de seu interior para depois poder ajudar aos que não compreenderam a sua situação neste contexto.


Em suma, o espiritismo já está também, nas entranhas de um mundo que ainda não sabe, com clareza, o relacionamento de todos entre si, cujo Criador maior, proporciona sempre condições para que se possa aprender o caminho da verdade e da vida para a eternidade.






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