quinta-feira, 19 de novembro de 2009

NO SILÊNCIO DA SAUDADE


As lembranças estão no plano das idéias, do pensamento. Situam-se no espaço da atividade cerebral. Não tem peso, nem cheiro, são como fotos que retratam momentos vividos, bons e maus.Podem fazer rir, mas também podem fazer chorar.
As lembranças estão sempre lidando com o passado e com a distância, com as experiências que tivemos e que não voltam.
A saudade, ao contrário...

É como se vivessemos continuamente a experiência da proximidade: podemos sentir o cheiro de quem sentimos saudades, o calor do abraço da mãe que já se foi... o colo que nos aconchega... a voz deliciosa que invade nossos ouvidos... o sorriso que vibramos quando sabemos que existe.

A saudade refere-se ao corpo. É a memória do corpo. Das sensações vividas e, quando temos saudades, as revivemos. Elas se fazem novamente presentes. A saudade, ao contrário da lembrança, torna presente o ente amado. A saudade é uma forma misteriosa de viver continuamente e de modo sempre presente o que de melhor experimentamos.

Ninguém tem saudades de experiências negativas. Só do que nos foi bom e que se reaviva como algo gostoso e próximo, quando sentimos saudades.

Texto do Edmar Prandini

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