sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O SEU PRESENTE, NO NOSSO ANIVERSÁRIO.

A IMPORTÂNCIA DOS SONHOS PARA A REALIDADE
"DEUS QUER, O HOMEM SONHA, A OBRA NASCE."
Quero agradecer de todo meu core as palavras lindas que o Celeiro de Luz recebeu, de todos que toparam participar da brincadeira do nosso primeiro ano de vida blogosférica. Obrigada, muito obrigada.

Quando li essa frase de do poeta português Fernando Pessoa ( DEUS QUER, O HOMEM SONHA, A OBRA NASCE), pensei no poder que tem nossos sonhos. Em como eles nos impulsionam à crescer, evoluir, conquistar, construir. Daí a idéia de trazê-lo par a nossa reflexão, nesse mês de niver do Blog.



Como resultado da brincadeira que propus, a Codificação Espírita iria para o amigo Mário, de Portugal, que me enviou a redação da Clarisse ( publico abaixo) e na minha opinião disseca bem a frase do poema de Fernando Pessoa. Mas ele o fez por e-mail e mesmo com meus pedidos insistentes para que o postasse aqui, não postou. Como ficaria fora da proposta da promoção, não posso quebrar essa regrinha, Mário. E sei que você me entenderá. Obrigada pela contibuição, amigo.

Gostaria de enviar a lembrança do Celeiro para a querida Kika, na certeza de ela saberá dar um bom destino aos livros.
Mais uma vez, brigadúu!

Quem explica um pouco prá gente sobre o poder dos sonhos é uma adolescente portuguesa de 17 anos, que teve sua redação premiada numa atividade escolar. Com a palavra, Clarisse:

[...]Os sonhos são referenciados na história desde os tempos mais remotos. O ser humano nunca entendeu ao certo o que é o sonho, como se produz e de onde vem. Talvez nessa incompreensão, ou não, muitos sonharam com coisas que depois proclamaram ser visões.[...]
Em várias religiões, é dado ao sonho um lugar de destaque; Grandes pensadores, como René Descartes, também tiveram sonhos reveladores. O beatle Paul McCartney sonhou com uma melodia, acordou, foi para o piano e compôs “Yesterday”, um dos maiores clássicos de todos os tempos.[...]

Ainda numa perspectiva científica, podemos por exemplo analisar a seguinte situação e tentar perceber por que motivo sonhamos (se é que este exemplo permite chegar a conclusões correctas): quando Edison preparava o primeiro fonógrafo, durante bastantes dias dormiu pouco. Quase a terminar o seu invento, sonhou com a solução para o concretizar, a manivela (para rodar o cilindro do fonógrafo). Será então o sonho um estado lúcido de pensamento, uma forma que o nosso cérebro encontrou para “arrumar” as nossas ideias, recolhidas durante a vida diurna, e que nos pode levar a brilhantes conclusões ou encontrar soluções racionais para os nossos problemas?

[...]De qualquer forma, e como constatamos na “definição de dicionário”, o sonho não é apenas considerado como o que o nosso cérebro engendra enquanto descansamos: pode também ser um desejo profundo, uma aspiração, um projecto. Nessa medida, sonhos, todos temos. Vários ditos populares recomendam que sigamos os nossos sonhos, e a felicidade será nossa pela certa. Outros afirmam ainda que “ O sonho comanda a vida”.

Na verdade, na qualidade de seres humanos que somos, nascidos neste mundo, tendo a morte como destino inevitável, sobram-nos alguns anos para ocuparmos da forma que entendermos.
O ser humano é um ser racional, não se limita a viver na rotina de grupo, como os restantes animais sociais: aspira sempre a algo mais. Pensa sobre as coisas, experimenta, estabelece metas, concretiza.

Entre essas metas, há algumas com as quais tem maior afinidade, pelo desejo que tem por elas (pode ser criado pelo ambiente social, como meta que todos os indivíduos bem sucedidos atingem, obtendo prestígio) ou pela relação que ela tem com a sua personalidade. O sonho, como aqui é aqui considerado, é uma meta mais ou menos difícil de conseguir (ainda assim possível), ou mesmo impossível, mas capaz de mover as pessoas a fazer, a dizer, a viver em nome de um ideal, em nome daquilo que querem e acreditam.

Uma pessoa que não sonhe, que não estabeleça metas na sua vida é alguém que anda por aí, como Fernando Pessoa diz: “Sem a loucura que é o homem/Mais que a besta sadia/Cadáver adiado que procria?” ou até mesmo na primeira estrofe de “O quinto império”. É frequente, em textos reflexivos e filosóficos, atentar-se neste tema, referindo-se a importância de ter sonhos, metas, ou criticando a falta delas.

Um discurso que marcou o mundo, altamente revolucionário e na altura considerado utópico foi o de Martin Luther King, assassinado devido às suas convicções: “I have a dream” (Eu tenho um sonho).
O sonho deste homem era uma sociedade onde os negros e os brancos fossem iguais em direitos, o que na época era quase impossível. Os negros eram tratados quase “abaixo de cão”. Martin King morreu por defender a sua causa, o seu sonho.

Hoje, o país onde ele iniciou a sua revolução, a América, é governado por um negro, Barack Obama, símbolo de esperança, honestidade e renovação. É o sonho concretizado. O sonho que mudou um estereótipo, uma sociedade, um país, o mundo. Como estes muitos mais. O sonho move a vida. Como Fernando Pessoa diz, um dia poderemos chegar a um local mais justo, glorioso, onde os valores morais imperam, a uma nova Índia, e iremos em naus feitas daquilo que os sonhos são feitos. É só querer.

Quanto aos sonhos da vida, esses são levados bem seriamente e muitas são as pessoas que consideram a vida em função dos sonhos. Algumas vivem em função do que “tem que ser”, mas todas têm um desejo profundo, algo para concretizar, e por mais que tarde a hora, será concretizado. Quem não tem um sonho, vadia pelo mundo, errante no seu caminho.

Sumariamente, o sonho, tanto a nossa ilusão como as nossas metas, é passível de nos levar longe na vida. Aquilo que cada um considera sobre a validade da atribuição de significado ao sonho é relativo. O que é certo é que o sonho faz o homem ambicionar, o sonho faz o homem evoluir e avançar.

Sem o sonho, o ser humano estagnaria, e seria só alguém
“...que vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer da asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!”

5 comentários:

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