quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

VIBRANDO PELA PAZ


Algo muito triste está acontecendo em nosso mundo: mais uma vez estamos assistindo a uma tragédia sem tamanho no Oriente Médio.
Desde meados de 1948, os massacres entre palestinos e israelenses têm se alternado com curtos períodos de trégua chamados, de forma ousada por alguns, de "Acordos de Paz".


Mas, sabemos que a história desse conflito é muito mais antiga, de muitos milênios. Basta nos lembrarmos de Canaã, a "terra prometida" ao povo hebreu depois que saiu do Egito, conduzido por Moisés. Canaã era uma região pequena, mas muito valorizada, por ter solo fértil e ser rota mercantil importante para os povos do Sul e do Leste do Oriente. O povo que lá habitava, na ocasião da chegada dos hebreus (posteriormente chamado de povo de Judá - judeus), eram os filisteus, atuais palestinos. Isso nos faz lembrar de algo mais recente?

Pois bem, isso não tem nada haver com guerra religiosa, cultural ou étnica. Tem haver com poder, abuso de poder. De um lado temos os radicais extremistas do Hamás e do outro a quarta potência bélica do planeta, Israel. E no meio de tudo isso, quem está? Crianças, mulheres, idosos e homens trabalhadores, que lutam para dar às suas famílias as mínimas condições possíveis para se viver entre as ruínas da intolerância e da ganância, num país cada vez mais reduzido em suas dimensões para satisfazer o ego de alguns e a prepotência de outros. Nessa luta sem fim, em que não existem vencedores, apenas perdedores, os números são sempre negativos. Muitas perdas, nem um pouco sentidas por aqueles que as provocaram, mas causa de desespero de muitos, que não dormem pensando em quem serão os próximos.

A cada seis mortos, 4,5 são civis. A maior parte, crianças.

Verdadeiros heróis se desdobram por toda a parte numa luta inglória para socorrer as vítimas desse holocausto às avessas. São médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares e voluntários que arriscam a própria vida na tentativa de salvar outras vidas.

Depois de tantas tentativas de pacificação, sabotadas por governos estrangeiros inescrupulosos, chegamos à conclusão de que o que menos importa é quem tem razão, uma vez que já se perdeu a razão. Já houve razão nessa loucura toda?

Meu Deus! Onde está a razão, senão no perdão, no respeito e no amor que pode reconstruir tudo o que foi destruído até então? Começar de novo, do zero, talvez seja a única maneira de reconquistar o direito de viver de cada um. Enquanto vivemos uma transição para uma nova era de paz, com a perspectiva de inclusão de todos numa fraternidade universal, concedida a nós por Deus por filiação divina, vemos pessoas reacionárias na contramão da evolução espiritual do planeta, destruindo vidas em nome de uma segregação, através da tentativa estupefata de extinção de um povo inteiro por extermínio.

E nós, que estamos aqui do outro lado do mapa, o que podemos fazer? Nós que vivemos numa paz relativa, preocupados com a crise econômica mundial, que participação temos nessa página da História?

Quantos de nós, mesmo à distância, e de forma passiva, estamos colaborando com essas atrocidades, disseminando o ódio nos corações mais próximos, com comentários despropositados, inapropriados e até destrutivos pela energia neles empenhada? Quantos de nós já pensamos nesses irmãos do Oriente como "aquela raça de gente"? Colaborando com a nossa parcela de veneno nesse ambiente astral tão gigantesco que não conhece fronteiras?

Agora, pensemos: quantos de nós temos auxiliado a Providência Divina com nossas preces e vibrações em favor dos que sofrem, dos que gritam e gemem, mas também por aqueles cujos atos têm se mostrado de uma infelicidade sem tamanho, conduzindo vidas à extinção sem se aterem o quanto estão acarretando de sofrimentos para si mesmos.

Desejar o mal para aqueles que erram não é a melhor maneira de combater o mal. Lembremo-nos das palavras do Cristo "Amai os vossos inimigos. Perdoai aqueles que vos perseguem. (...) Por que se amardes somente aqueles que vos amam, que mérito tereis nisso? Não fazem o mesmo os gentios?"

Colaboremos com a Espiritualidade Superior, vibrando paz e harmonia, amor e tolerância a todos, indiscriminadamente. Disseminemos essa paz numa corrente potente e firme, com muita fé de que a vibração suave das asas de uma borboleta pode gerar uma ventania do outro lado do mundo.

Façamos ouvir nossas vozes de indignação, mas também de solidariedade, não aos palestinos, ou aos israelenses, mas à toda a Humanidade. Pois, no início, como no final de tudo, somos todos filhos de um mesmo Pai.

Por isso, e por fim, peço que passem adiante essa mensagem, para formamos essa corrente de paz até onde a mesma possa chegar, dedicando diariamente, um minuto de paz ao mundo, através de preces, orações, meditação, ou através apenas do silêncio, consagremos um minuto de paz de nossa vida ao Universo todos os dias. Além de beneficiar ao nosso próximo, nós estaremos sendo igualmente beneficiados, pois por um minuto, teremos mais paz em nós mesmos.

Texto de Lizandra Barros de Souza, disponível em RCEspiritismo.

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