sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

PARA APRENDER A SER BOM


"Os espíritos em expiação, se nos podemos exprimir assim, são exóticos, na Terra; Já viveram noutros mundos, donde foram excluídos em conseqüência de sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons." O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap III, item 14.

É muito fácil enunciar que a pessoa deve ser boa, que deve fazer o bem ou se exercitar na bondade.

O velho costume de teorizar em todas as situações da vida, ou de especular a respeito de todo e qualquer tema, impede que pensemos com profundidade sobre muitas questões que são aparentemente fáceis.

Tornar-se uma pessoa boa, não é alguma coisa que se possa conseguir da noite para o dia. Não se resolve isso apenas discursando para simular a posição de alguém que tenha boa índole.

Pra que alguém consiga ser bom será preciso exercitar-se com afinco nessa área. Precisará atuar na esfera da bondade em qualquer âmbito, firmemente, sem se cansar nem desanimar, mesmo diante de incompreensão de alguns e zombaria de outros.
Para ser bom na família, por exemplo, não basta consentir ou tudo comprar, tudo aplaudir ou fazer vista grossa para os erros familiares. Faz-se importante que a bondade no lar desenvolva o hábito de analisar as coisas, inspire a ponderação necessária à frente do que for necessário ponderar, remeta à atitude de apoio sem perder de vista o momento da admoestação ou da corrigenda, quando preciso, estando o amor sempre como base de tudo.

Para ser bondoso no campo do trabalho, não é suficiente não fraudar, não falsear a verdade para obter lucros indevidos ou mentiroso prestígio social. Indispensável é que haja dedicação verdadeira, vontade de progredir para servir melhor, criatividade operante e benfazeja, de modo que a sociedade que depende desse trabalho e que paga por ele seja bem atendida. E essa movimentação somente se dará se tiver o amor como suporte.

Para que a bondade revista a atividade religiosa, não serão necessárias atitudes piegas de se viver de sermão em sermão, na ânsia de converter a todo mundo =, sem que se dê espaço aos raciocínios; não haverá razão para promessas improcedentes de salvação das almas, uma vez que somente ao nazareno cabe esse papel no nosso mundo; nem mesmo se deve encher o coração de medos e remorsos perturbadores que mais nos afastam de Deus do que Dele nos aproximam.

Precisaremos falar com alma na boca, confortando e orientado os que nos procuram para o exercício da maturidade, longe das superstições ou da ansiedade que deseja obter lucro com as coisas boas da fé. A fim de se tornar bom religioso, cada um deve buscar o bem no discurso e na vivência, aprendendo a desculpar os outros e a ser mais atento e rigoroso consigo mesmo. Para isso torna-se indispensável a maturidade do amor.

A bondade para ser implantada em nós não necessita de discursos exuberantes de um só dia, ou de gestos afetando gentilezas de um único momento, tudo encharcado de ingenuidade ou de pieguice. Fundamental é que cada pessoa identifique a sua própria condição, por meio de exames de consciência, durante a travessia dos caminhos humanos, procurando entronizar os ensinos do Grande Pai no íntimo do coração, deixando que os mesmos se expressem em todos os atos, em todos os falarem e pensamentos. Só por meio da ação amorosa é que se consegue a força devida para que se alcancem esses feitos.

É laborioso ser bom; sem embargo, se você não começar seu treino agora, muito dificilmente alcançará o resultado desejado mais cedo, e demorará muito mais tempo, tempo que só Deus o sabe, para ser espírito livre e realmente feliz pela prática do bem.

Pág. do livro Ações Corajosas Para Viver em Paz,
Psicografia de Raul Teixeira,
Ditado pelo espírito Benedita Maria.

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