terça-feira, 6 de abril de 2010

UM TOQUE DE AMIZADE


Pode-se definir o voluntário como o cidadão que, motivado pelos valores de participação e solidariedade, doa seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e não remunerada para causas de interesse social e comunitário. 
Nos conceitos de voluntáriado, encontra-se implícita a principal motivação para seu  exercício: a satisfação do quem o faz. 
trabalho voluntário gera uma realização pessoal, um bem estar interior vindo do prazer de servir a quem precisa. Funda-se no sentimento de solidariedade e amor ao próximo; na importância de sentir-se socialmente útil.
O povo brasileiro, em especial, é essencialmente solidário com as dores do outro, mesmo estando a braços com tantas dificuldades pela própria sobrevivência. A nossa construção social formou-se de uma mistureba de diferentes etnias, crenças, raças, o que parece promover uma certa solidariedade nata. Daí são muitas as iniciativas que surgem para ajudar a quem precisa. 
O Centro de Valorização da Vida é uma delas. 

Este 'é um serviço voluntário de apoio emocional gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias, e atua na prevenção do suicídio e valorização da vida'.
A doação de amizade é feita basicamente via telefone, mas também pode se dar pessoalmente, nos postos de atendimento. O sigilo é total, por parte do voluntário, não sendo jamais permitida a gravação de conversas e a identificação do número de telefone que origina a chamada. A pessoa que liga também não é obrigada a se identificar e ainda que o faça, o anonimato é preservado. Nem entre os próprios voluntários é divulgado o teor dos atendimentos.


Um curso  extenso e bem dirigido é a obrigatoriedade para todos que desejarem ser voluntários, além da maioridade e disponibilidade de 4 a 5 horas semanais para os plantões.
A nenhuma religião ou partido político o CVV está vinculado. Apesar de ter sido reconhecido como serviço de utilidade pública, pelo Ministério da Saúde, o trabalho é todo mantido pelos voluntários.

Estou tendo a oportunidade de participar do curso de formação de voluntários. Não sei se serei selecionada,  é um longo caminho até a finalização do curso. Mas o fato é que prá mim, e certamente para todos os companheiros de curso, já está sendo muito válido estar lá. O aprendizado tem sido enriquecedor e vou levá-lo prá vida

Percebo a cada novo encontro o quanto me equivoquei, nas vezes em que pensei estar ajudando alguém; 
Aprendo que para auxiliar é fundamental perceber no outro sua essência boa, apesar dos caminhos que ele tenha escolhido para si;
Entendo que todos somos capazes de encontrar, por si mesmo, caminhos que bem nos conduzam e que querer me arvorar em conselheira é atestar a falta de potencialidade de alguém, violando seu direito fundamental ao livre arbítrio; 
Que homem é capaz, importante e agente, sempre; 
E que saber ouvir é muito mais importante que falar.

Por isso, os voluntários do CVV não indicam caminhos, não discriminam, não passam conselhos e não julgam. A pessoa que liga é quem direciona a conversa. 
O que se oferece lá é apoio emocional, baseado na oferta de atenção e calor humano. 
E isso tem salvado milhares de vidas, todos os dias.

5 comentários:

Postar um comentário

Nós sempre precisamos de amigos.
Gente que seja capaz de nos indicar direções, despertar o que temos de melhor e ajudar a retirar os excessos que nos tornam pesados.
É bom ter amigos.
Eles são pontes que nos fazem chegar aos lugares mais distantes de nós mesmos.

Seja sempre bem vindo, amigo(a).