quarta-feira, 23 de junho de 2010

SEXO E PRECONCEITOS - PARTE 2-3



Em relação à diversidade, é fundamental compreendermos relacionamento com pessoas que sentem, pensam e comportam-se de maneiras diversas das nossas o que não significa que estejamos certos e as demais pessoas estejam erradas. Há sempre acertos e erros.

Em matéria de comportamento diferenciados em relação ao sexo, lembremos a lição extraordinária de Emmanuel convidando-nos a não “atirar a primeira pedra... “ pois “... não dispomos de recursos para examinar as consciências alheias e cada um de nós, ante sabedoria a divina, é um caso particular, em matéria de amor, reclamando compreensão. “(Vida e Sexo).

O homossexualismo, longe de ser uma aberração, é uma forma de lapidação para o Espírito que se encontra incurso em determinado ângulo de reparação evolutiva da mesma que representa lapidação (educação). Todas as posições e situações em que nós colocamos e somos colocados ao longo das reencarnações sucessivas.

Em qualquer relação entre seres humanos o fundamental é:
• Respeito mútuo
• Fidelidade
• Sinceridade
• Paciência
• Dedicação
• Amor

A compreensão do sexo, na visão espírita, elimina a ignorância que gera os preconceitos e em especial os sentimentos homofóbicos que geram violência por toda a parte. [..]

Aos Espíritas, cabem negar os preconceitos sem medo. André Luis em “Sexo e Destino” esclarece que: “... no mundo porvindouro os irmãos reencarnados, tanto em condições normais quanto em condições julgadas anormais, serão tratados em pé de igualdade no mesmo nível de dignidade humana...”
E ensina que a base a base dos preconceitos em mundos de provas e expiações são caracterizados pelas imperfeições que se manifestam na natureza humana.

Alerta que se trata de “... erro lamentável supor que só a perfeita normalidade sexual, consoante as respeitáveis convenções humanas, possa servir de templo às manifestações afetivas” e convida o indivíduo a fugir das aberrações e aos excessos que podem ser praticados seja qual for a forma de comportamento sexual (heterossexualidade ou homossexualidade) mas “... é imperioso reconhecer que todos os seres nasceram no universo para amarem e serem amados.”

Segundo ainda André Luís “... conceituação de normalidade que a maioria dos homens estabeleceu para o meio social” – visão materialista do nosso mudo – que ignora as diversidades decorrentes da imperfeição da humanidade espiritual refletida em todos os aspectos da nossa existência.

No futuro, a nossa evolução levará a eliminação da polaridade sexual – sexos diferentes – que nesta momento é essencial para as experiências que necessitamos para o nosso progresso. A diversidade que observamos neste momento – inclusive em sexualidade – tenderá a desaparecer quando tivermos no Espírito um único ser em equilíbrio energético. Em “ O Espiritismo e os Problemas Humanos” (Deolindo Amorim e Hermínio Miranda) observa que “... em espíritos de elevada condição evolutiva... não há mais predominância de uma polarização
sobre a outra, e sim um redirecionamento na utilização da energia como um todo.”

Neste momento cumpre-nos reconhecer as diversidades educando-nos para desenvolver o respeito ao nosso semelhante em todas as circunstâncias, evitando que a visão unilateral de uma maioria que não considera os direitos de minorias, ensejem a vivência de experiências em situações semelhantes perpetuando o sofrimento e a dor no nosso plano de vida.

Continua...



Artigo de Wlademir Lisso, Diretor da Área Federativa e do Departamento de Assistência
Espiritual da Feesp.

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