sexta-feira, 25 de junho de 2010

SEXO E PRECONCEITOS - PARTE 3/3

Imagem: Olhares
Em alguns momentos, a educação desenvolve-se através do conhecimento que adquirimos sobre a nossa condição espiritual através do exercício da inteligência e do amor. Entretanto, parte da educação decorre dos regimes de contenção estabelecidos pela sociedade – para sua preservação – através de leis e regulamentos.

Como decorrência do movimento mundial de proteção às minorias e outros segmentos da sociedade vítimas de preconceitos, tivemos, no ano passado, em Dunbar, na África, o encontro mundial patrocinado pela Organização das Nações Unidas*.


No Brasil e em matéria de preconceitos em relação ao sexo um passo importante foi dado pelos legisladores através da Lei Estadual nº 10.948 de 5.01.2.001 que dispõe sobre as penalidade a serem aplicadas na prática de discriminação em razão de orientação sexual. [...]


O importante para nós, espíritas, é estarmos cientes das grandes transformações por que passa o mundo e termos consciência de que o espiritismo – como doutrina de natureza moral e portanto social deve estar sempre presente levando a todos os esclarecimentos necessários sobre tais transformações.
Ainda importante ter presente a dignidade e o respeito que devem existir em toda a manifestação da energia sexual que não depende do ato em si, mas do sentimento e pensamento que a motiva na nossa esfera de vida.

Dignidade e indignidade, respeito e desrespeito existem em todos os tipos de relações que estabelecemos dentro da variedade que se manifesta no mundo, no seu atual estágio evolutivo.
Ninguém é homossexual porque quer ou aprendeu a ser.
Reencarnações que visam contenção de impulsos e práticas, principalmente quando de livre escolha do espírito reencarnante são manifestações de auto-consciência que busca a harmonia com as leis através das provas e expiações.

Ser diferente nem sempre é errado. Preconceito é sinônimo de ignorância.

É importante que cada um reconheça-se como um Espírito que, neste momento, ainda de forma limitada, já adquiriu a sua emancipação intelectual a partir da liberdade de consciência que decorre do nosso estágio evolutivo. Em conseqüência, cabe a todos o direito e o “DEVER” de meditar sobre o assunto abordado face às suas próprias experiências e conhecimento, com o objetivo de extrair do seu processo de raciocínio pessoal os seus próprios conceitos, já que neste momento – embora emancipados intelectualmente – ninguém é “DONO DA VERDADE”.


Artigo de Wlademir Lisso, Diretor da Área Federativa e do Departamento de Assistência Espiritual da Feesp.


Obs.: * - Acredito que o autor refere-se à Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, promovida pela ONU, em 1968.

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