sexta-feira, 23 de julho de 2010

SEXO

1 - A Doutrina Espírita condena o amor livre?
O Espiritismo não se situa como um tribunal. Apenas nos informa quanto às conseqüências de nossos atos e nos ensina que o amor nunca é livre, porquanto é impossível exercitá-lo em plenitude sem cogitar da felicidade e do bem estar do ser amado.

2 - O que é, então, o amor livre?
Apenas libertinagem sexual, em que se confunde amar com transar, nos domínios da inconseqüência.

3 - E isso é ruim?
Em princípio é muito bom, mas nunca nos realiza afetivamente, deixando sempre um resíduo amargo de inquietude e insatisfação.

4 - Não se deve buscar o sexo antes do casamento?
Na atual conjuntura, pretender que os jovens esperem pelo casamento para exercitar o sexo, seria o mesmo que tapar o sol com a peneira. Mas deveriam colocá-lo no lugar certo: depois do amor. Não exercitá-lo antes da certeza de que há entre os parceiros uma ligação afetiva legítima.

5- Isso não fica complicado quando a disposição é apenas de um dos parceiros? A moça, por exemplo, cujo namorado insiste em transar?
Se tal orientação não serve para o parceiro, o parceiro não serve para ela.

6 - Tal comportamento pode parecer fácil na teoria. Na prática não é assim, porquanto há um estímulo, quase uma indução à promiscuidade.
É um problema de consciência, um caminho a seguir. Nunca foi fácil remar contra a correnteza. Jesus dizia que tudo é possível àquele que crê.
Se estivermos convictos de que esse é o caminho, chegaremos lá.

7 - Normalmente, logo nos primeiros contatos, os rapazes querem ir para o motel. Se a jovem se recusa, perdem o interesse. Como lidar com esse problema quando ela se sente atraída por alguém que age assim?
Se houver nele um sinal de vida inteligente, algo além do mero comportamento instintivo de macho obtuso, gostará de vê-la resistindo e mudará suas disposições. Se não mudar, a jovem deve partir para outra. Atração irresistível é filha de devaneios fantasiosos.

8 - E quando o jovem não consegue passar sem o sexo promíscuo?
Experimente ocupar seu tempo em atividades produtivas, relacionadas com estudo, realização profissional, atividade religiosa, exercício do Bem.
Pensamento vazio é forja do demônio - diz o velho ditado. Saem dela as brasas mais ardentes do desejo sexual.

Do livro: Não Pise na Bola
Autor: Richard Simonetti

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