sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

FINANÇAS E REFORMA ÍNTIMA - PARTE 1/2

Se a princípio parece que uma coisa não tem nada haver com outra, recomendo que leia sobre este artigo do Guilherme, autor do Blog "Valores Reais". Eu gostei bastante e acho válido refletir no que ele escreveu. Espero que você também.


Muita paz a todos.




Você quer ir ao shopping mais próximo. Há duas alternativas possíveis. Uma é pegar um táxi e chegar, assim, mais rápido ao centro de compras. A outra é ir a pé, gastar mais tempo, mas, em compensação, economizar. Existe ainda uma terceira alternativa, que é pegar um ônibus. Você, por conveniência, e já sabendo que uma das funções do dinheiro é justamente comprar tempo, resolve pegar o táxi. 


Ocorre que, apesar de a corrida ser curta, você e o taxista brigam por causa do trajeto escolhido por ele, o qual teria optado por um caminho mais longo. Você fica com raiva e estressado. A briga chega a durar quase o mesmo tempo que o valor da corrida. E você sai do veículo já de “cabeça quente”, estressado e emocionalmente abalado.

Dentro do shopping, o pensamento não sai da cena da briga com o taxista. E esses pensamentos negativos do passado continuam a ocupar sua mente mesmo quando você já está em casa, após as compras. Na verdade, aquele problema – que não durou mais do que três minutos e quinze segundos – continua a perseguir sua mente nos dias seguintes…
A questão que se coloca é: vale a pena continuar pensando nessa briga? Ela já não faz parte do passado? Por quê insistimos em rememorar lembranças de fatos negativos do passado, que nos causaram e continuam nos causando mágoa? Existe solução para curar essa obsessão pelo pensamento do passado, se sobre ele já não podemos fazer mais nada? Há alternativas para se libertar da prisão de sentimentos negativos de fatos que já ocorreram? Sim, há. E quero ponderar aqui dois pontos para reflexão de meus leitores, na forma de perguntas:
1º) Vai ter alguma utilidade a longo prazo prolongar de forma contínua uma discussão do passado que está ocorrendo exclusivamente na sua mente? (a resposta é óbvia: não).
2º) Reflita sobre o ato que gerou a situação: a corrida de táxi. Você tinha possibilidade de escolha? Você tinha alternativa? Sim, ir a pé. Ou de ônibus. E ir a pé era uma situação sobre a qual você sem dúvida tinha mais controle, ou seja, fazia você depender menos dos outros.
Eis aqui então duas chaves, duas proposições importantes e que podem ser úteis para aumentar a qualidade da vida que você leva, a fazer você ter menos estresse, e que podem fazer você pensar mais a sério na busca de sua independência financeira.
Primeiro, não se prenda a problemas temporários, que não têm poder algum de gerar efeitos benéficos a longo prazo. Como diz David Allen, no livro "Faça tudo acontecer", preste atenção naquilo que interfere em sua atenção.  E concentre sua atenção, o seu pensamento, o seu foco, em coisas positivas nas quais você tenha a capacidade de elaborar construções e planos visando a objetivos que te realizem, pois elas é que gerarão a força e a virtude necessárias para desenvolver hábitos e emoções positivas em sua vida.
Ao invés de se lamentar pelo problema da forma como ocorreu, tenha uma atitude construtiva: Pense naquilo que você poderia ter feito para evitar o problema – e não fez –, mas que você se comprometerá a fazer no futuro caso o mesmo tipo de situação se repita mais à frente. Dessa forma, você estará concentrando sua atenção na solução orientada para guiar sua vida no presente e no futuro, ao invés de focá-la apenas no problema do passado. Ou seja, você estará se preparando para solucionar problemas, e não para ficar paralisado diante deles. Sua atitude passa a ser construtiva, positiva, ativa, e não lamentativa, próprio de quem fica em estado de passividade e inércia.
Por exemplo, se a diarista era para ter vindo hoje, e não veio, pense nos motivos que ensejaram esse fato. Será que não veio por omissão sua, que não lembrou a ela, por meio de um simples telefonema que poderia ser dado no dia anterior, de que ela precisaria estar em sua casa no dia de hoje?
Você resolve fazer suas compras da semana no dia que é véspera de feriado de Páscoa. Então, você resolve ir logo depois do trabalho, às seis horas da tarde. E, quando finaliza as compras e se prepara para entrar na fila do caixa, percebe que a fila é a maior com a qual você já se deparou em sua vida. E você é tomado pelo sentimento de raiva pela demora com que a fila anda – parece que é justamente no seu caixa que falta o troco, que um outro cliente quer pagar uma conta… mas pera lá… não foi você quem, de livre e espontânea vontade, escolheu ir naquele dia, exatamente naquele horário? 
Ao invés de ficar se remoendo em casa pelo tempo que gastou na fila, tome uma atitude mental construtiva: preencha seus pensamentos com técnicas e táticas para ir ao mercado num dia de menor movimento, num horário de menor movimento – ou, se for mesmo naquele dia e naquele horário, que leve alguma coisa para preencher seu tempo ociosos (smartphone para ler notícias e checar emails, por exemplo). Pense em soluções, e aja de acordo com elas. Como diz um provérbio popular:
“Somos livres para escolher, mas não somos livres das conseqüências de nossas escolhas”.


Continua AQUI.

Esta postagem é parte do artigo que tivemos a autorização para publicar, intitulado "Dois Passos para que Você Solucione Problemas de Momento - Inclusive na Área Financeira", escrito por Guilherme, do Blog Valores Reais.


 Sobre o Autor: 
SEU NOME Valerie, carioca, nasceu em 24 de Julho, filha de pernambucanos, ela uma dona de casa, ele militar. Enfermeira, funcionária pública, espírita por necessidade e oportunidade evolutiva, convicção e amor pela Doutrina.

 

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