quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O PERDÃO COMO TERAPIA




“Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados;  perdoai e sereis perdoados.” (Lucas, 6:37) 

A Natureza ensina-nos a praticar o perdão através do exemplo: as árvores que têm os seus troncos decepados pela moto-serra, que são consumidas ou agredidas pelo fogo, voltam a oferecer-nos a beleza das suas vestes pouco tempo depois, quando os rebentos despontam aqui e ali, na raíz presa à terra. 

Também nós estamos presos a este planeta pelos compromissos assumidos e só com a força da renovação espiritual alcançaremos novas esferas, mais puras e iluminadas. 

Perdoar é transformar os ambientes de discórdia em harmonia, e por isso Jesus incentiva-nos a não julgar e a não condenar. Vai ainda mais além, estimulando-nos a perdoar de um modo total, inclusivamente aos que nos julgaram e condenaram indevidamente. 

Quem esquece a falta de um ofensor, sabe quão grande é o tesouro de tranquilidade que amealha. 

Quem não se ofende com as injúrias, já se livrou do pesado fardo da vingança e respira a atmosfera do amor. 

Quem julga, condena; e quem condena, não perdoa. Mas quando temos o prazer de perdoar, começamos a entrar pela porta da felicidade! 

Quem conhece a ciência do perdão, nunca deixa o ofensor sem ajuda ainda que, ao princípio, este auxílio apenas se dê através da prece. 

Quem se deixa levar pela mágoa, acumula energias nocivas à sua volta, assimilando-as e, desse modo, colabora para que essas energias procurem os órgãos físicos mais debilitados do seu corpo e, por sintonia, ali se alojem, provocando doenças e desequilíbrios físicos graves. Quantos tumores, úlceras, polipos, disenterias, alergias, descontroles da pressão arterial, etc. poderiam ser atenuados se quem está doente desse o seu perdão! 

Perdão é sinónimo de felicidade, pela confiança que cresce em quem perdoa na coragem e na fé, na amizade e na fraternidade. 

Trabalhemos para nos limparmos do orgulho e do egoísmo, renovando-nos sempre, tentando aumentar o nosso círculo de amizades através da força do perdão. Se ainda não nos for possível perdoar frente a frente (às vezes o agressor ainda não aceita o perdão), então façamo-lo pelos pensamentos e atitudes, a fim de que o amor possa sair de nós, irradiando para toda a humanidade. 

Perdoar é esquecer as ofensas. E para o espírito ainda ignorante, é um dever. 

Aquele que pela sua elevação moral não se ofende, não precisa de perdoar, porque no  seu coração já não existem as paixões inferiores. 

Se começarmos a pensar na harmonia, se a estudarmos e nela meditarmos, os nossos pensamentos e sentimentos cederão perante a evidência e começaremos a avançar para as manifestações de amor legítimo. E, assim, já não teremos de perdoar, pela simples razão de que não nos ofendemos. 


E, como a inversa também é verdadeira, igualmente não precisaremos de ser perdoados pelos nossos equívocos porque, sob a luz da perseverança e da humildade, estaremos a tentar ofender os outros cada vez menos. 

Juselma Coelho.

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